O lipedema é uma condição que, apesar de afetar cerca de 11% das mulheres em todo o mundo, permanece amplamente sub diagnosticada e muitas vezes confundida com obesidade ou linfedema. A doença foi descrita pela primeira vez em 1940 pelos doutores Edgar Van Nuys Allen e Edgar Alphonso Hines Jr., na renomada Mayo Clinic, em Minnesota, EUA, sendo classificada como uma síndrome inflamatória crônica e progressiva. Desde então, a medicina avançou, mas o lipedema só foi incluído recentemente na 11ª revisão da Classificação Internacional de Doenças (CID-11). No Brasil, a condição ainda não faz parte dos currículos médicos especializados, o que contribui para sua subnotificação.
Sintomas e diagnóstico
O lipedema é caracterizado pelo acúmulo de gordura subcutânea, ou seja, abaixo da camada superficial da pele (a derme) e acima do tecido muscular. Ele aparece, predominantemente, nas pernas e tornozelos, que ocorre de forma simétrica e é acompanhada de dor e sensibilidade ao toque. Essa gordura é resistente a dietas e exercícios físicos, o que diferencia o lipedema de outras condições, como a obesidade. Além disso, hematomas frequentes e inchaço são sintomas comuns, indicando fragilidade capilar e retenção de líquidos. Embora o diagnóstico seja predominantemente clínico, exames como ultrassonografia podem ajudar a avaliar a gravidade da doença.
Fatores genéticos e hormonais
A etiologia do lipedema ainda não é totalmente compreendida, mas já foram identificados pelo menos 32 genes relacionados à doença, o que indica um forte componente genético. As mulheres são as principais afetadas, representando 12% dos casos, enquanto a prevalência entre os homens é de apenas 1%. Fases da vida com grandes flutuações hormonais, como adolescência, gestação e menopausa, são frequentemente associadas ao surgimento ou agravamento da doença. A ação estrogênica, responsável pela distribuição de gordura e regulação da taxa metabólica, desempenha um papel crucial no desenvolvimento do lipedema, especialmente em áreas com alta prevalência de receptores estrogênicos.
Tratamento multidisciplinar
Embora o lipedema não tenha cura, o tratamento é direcionado para aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida dos pacientes. Um acompanhamento multidisciplinar com angiologistas, cirurgiões vasculares, nutricionistas e fisioterapeutas é essencial para controlar a progressão da doença. Algumas abordagens incluem:
Suplementação e dieta anti-inflamatória
A suplementação com compostos bioativos antioxidantes e anti-inflamatórios pode ser um aliado no tratamento do lipedema. Substâncias como o resveratrol, por exemplo, ajudam a reduzir o estresse oxidativo e a inflamação, além de preservar a função mitocondrial. Além disso, uma alimentação rica em antioxidantes e livre de alimentos inflamatórios, como glúten, laticínios e carne vermelha em excesso, pode contribuir para o alívio dos sintomas.
Lipedema e outras condições: diferenças essenciais
Distinguir o lipedema de outras condições, como obesidade e linfedema, é crucial para o tratamento adequado. Diferente da obesidade, o lipedema não responde bem a dietas e exercícios, e a gordura acumulada se distribui de maneira periférica, predominantemente nas pernas. Já no linfedema, o inchaço ocorre por disfunção do sistema linfático, o que pode também estar presente em casos avançados de lipedema.
Além disso, muitas mulheres com lipedema também apresentam celulite, mas é importante ressaltar que são condições diferentes. A celulite, ou lipodistrofia ginóide, afeta a morfologia da pele, principalmente nas coxas e no bumbum, enquanto o lipedema envolve dor, hematomas e alterações inflamatórias mais severas.
Como explica a professora e coordenadora científica, Drª Bianca Viola: “A ação hormonal é como uma orquestra, na qual a proporção de cada hormônio é essencial para o equilíbrio fisiológico. Atitudes como optar por uma alimentação saudável, priorizar a higiene do sono, modular o estresse e praticar regularmente atividade física são ótimas ferramentas para o equilíbrio hormonal e o controle da inflamação”.
Apesar de ser uma doença ainda pouco conhecida, o lipedema exige maior conscientização tanto dos profissionais de saúde quanto da população. Diagnósticos precoces e tratamentos multidisciplinares podem garantir uma melhor qualidade de vida para as pacientes. Além disso, mudanças no estilo de vida, incluindo dieta e atividade física, aliadas à suplementação individualizada, podem auxiliar no controle dos sintomas e na redução da inflamação associada à doença.
Fique atento aos sinais e sintomas do lipedema e busque sempre orientação de profissionais especializados para um tratamento eficaz e multidisciplinar.
O lipedema é uma condição crônica que afeta principalmente as mulheres, caracterizada pelo acúmulo anormal de gordura subcutânea, especialmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços. Embora tenha sido descrito pela primeira vez em 1940, essa patologia ainda é amplamente subdiagnosticada, frequentemente confundida com obesidade ou outros distúrbios. Reconhecer os sinais e buscar o tratamento adequado é fundamental para melhorar a qualidade de vida dos pacientes.
Estudos apontam que cerca de 12% das mulheres podem desenvolver lipedema ao longo da vida, geralmente durante períodos de mudanças hormonais significativas, como a adolescência, gestação ou menopausa. A patologia tem uma forte influência genética, e é comum ver múltiplas gerações de uma mesma família afetadas pela doença.
Embora não haja cura para o lipedema, o tratamento busca aliviar os sintomas e retardar a progressão da doença. Uma abordagem multidisciplinar, que inclui o acompanhamento de especialistas como angiologistas, nutricionistas e fisioterapeutas, é essencial para manejar os sintomas. Entre as opções terapêuticas, estão a drenagem linfática, o uso de meias de compressão, a adoção de uma dieta anti-inflamatória e a prática regular de atividades físicas.
Além dos cuidados convencionais, a suplementação de compostos bioativos pode ser benéfica para reduzir o estresse oxidativo, melhorar a função mitocondrial e auxiliar na reparação tecidual. O resveratrol, por exemplo, é um potente antioxidante com propriedades anti-inflamatórias que pode ajudar a controlar o processo inflamatório envolvido no lipedema.
Reconhecer a diferença entre o lipedema e outras condições, como a obesidade ou a celulite, é crucial para garantir o diagnóstico correto. Ao contrário da obesidade, o lipedema não responde bem a dietas e exercícios físicos tradicionais. Portanto, é importante que pacientes com suspeita da doença procurem um profissional especializado para obter um diagnóstico preciso e iniciar o tratamento adequado.
Na Farmácia Magna, acreditamos que a conscientização sobre condições de saúde como o lipedema é fundamental para promover uma vida mais saudável. Se você ou alguém que você conhece apresenta sintomas como dor nas pernas, inchaço ou hematomas frequentes, busque orientação médica e informe-se sobre as opções de tratamento. A saúde começa com o conhecimento!
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Fonte: https://drauziovarella.uol.com.br/angiologia/lipedema-o-que-e-sintomas-e-tratamento/
https://sbacv.org.br/lipedema/
https://www.scielo.br/j/jvb/a/Q9yR3XdzXVbrsB37KQD3mfg/
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